Falésia de quartzito na região da Serra dos Pireneus, entre Cocalzinho de Goiás e Pirenópolis, conhecida por vias esportivas longas, técnicas e frequentemente verticais ou negativas.
O Morro do Macaco é uma área de escalada em quartzito situada na região de Cocalzinho de Goiás, próxima à rota entre Cocalzinho e Pirenópolis. A escalada começou no início dos anos 2000 com linhas em proteção móvel, abertas por Ricardo Linhares e Alessandro Imbellone. As primeiras vias fixas registradas pelo guia foram Língua de Fora e Progressiva, abertas em 2008 por Márcio César e Guilherme Pahl. A partir de 2012 o pico teve forte expansão, com novas conquistas e aumento da frequência de escaladores. O guia de 2018 organiza a falésia em Primeiro Andar, Segundo Andar e Terceiro Andar e contabiliza 81 entradas quando primeiras partes, extensões e projetos são considerados separadamente, sem contar emendações. As paredes são predominantemente de quartzito e oferecem regletes, fendas, diedros, platôs, trechos verticais e negativos. O local ganhou destaque por reunir grande concentração de sétimos e oitavos, além de linhas duras como Gigante por Natureza, Dreadbull e Cemitério das Cordas. Cadastros públicos mais recentes já registram um número maior de linhas do que a edição de 2018, incluindo extensões, variantes, vias móveis, linhas sem setor consolidado e novas subdivisões, como o Mezanino do Terceiro Andar.
Acesso
O guia de 2018 descreve o acesso pela parte baixa do morro, historicamente passando pela propriedade de Seu Erino e Dona Antônia. Pela referência antiga, a partir de Cocalzinho seguia-se pela estrada de terra ligada à BR-070 em direção à Serra dos Pireneus, sem entrar no parque, por aproximadamente 16 km. Partindo de Pirenópolis, o guia orientava seguir a saída para Goianésia, entrar na estrada de terra indicada para a Fazenda Portal do Lázaro e continuar por estradas rurais até a propriedade. A trilha histórica até a bifurcação dos setores tem aproximadamente 1,5 km e cerca de 50 minutos, cruzando colchetes, dois córregos, um trecho de pasto ou área úmida e várias bifurcações marcadas por totens. Na bifurcação final, seguir em frente conduz ao Primeiro Andar e virar à direita leva ao Terceiro Andar. As regras fundiárias atuais são mais restritivas que as descritas no guia de 2018. O acesso aos andares 1, 2 e parte do 3, situados na Fazenda São João, exige cadastro individual on-line, aceite e assinatura digital de termo de responsabilidade e envio dos documentos solicitados para liberação. Base pública atual também orienta avisar o caseiro Daniel antes da entrada. O termo atual informa que não há estacionamento disponibilizado dentro da propriedade e proíbe entrada após as 17h. Por isso, as indicações antigas de estacionamento e chegada devem ser tratadas apenas como referência histórica, seguindo sempre as instruções recebidas na liberação atual.
Confirme as condições de acesso antes da viagem.
Recomendações
Antes da visita, faça o cadastro individual e cumpra o procedimento atual de liberação da Fazenda São João. O termo vigente estabelece que o acesso é pessoal e intransferível, que a entrada é destinada exclusivamente à escalada e que não se deve entrar após as 17h. Também proíbe fogo, bebidas alcoólicas, equipamentos sonoros, coleta de plantas, minerais ou animais e o abandono de qualquer tipo de lixo. O visitante deve verificar seus próprios equipamentos e as proteções instaladas, e não iniciar a atividade sem outro escalador presente. A edição de 2018 recomenda que iniciantes não visitem o pico desacompanhados de pessoas experientes. Muitas vias têm mais de 30 m e algumas não possuem parada intermediária; uma corda de 60 m pode ser insuficiente para determinados rapéis ou descidas em baldinho, por isso o comprimento da via e o plano de descida devem ser conferidos antes de escalar. O quartzito do Macaco exige atenção a pedras soltas, platôs, fendas e trajetórias que geram arraste. Em várias linhas o guia recomenda costuras longas. Capacete é aconselhável, especialmente em vias novas ou com blocos instáveis. Observe a presença de abelhas, vespas e marimbondos, inclusive em fendas aparentemente vazias, e não escale linhas com ninhos de aves. Evite criar atalhos e preserve as marcações de trilha. A época historicamente indicada como mais favorável é a estação seca, de maio a outubro, com destaque para junho e julho por temperaturas mais amenas. As regras de propriedade e acesso mudaram desde a edição de 2018; em caso de divergência, prevalecem sempre as instruções atuais dos proprietários e do processo de liberação.
Mapa Geral do Pico
Créditos
Cadastro principal baseado no Guia de Escalada Esportiva Morro do Macaco, 2ª edição, publicado em 2018 e atribuído à Associação de Escalada do Planalto Central (AEP), elaborado de forma colaborativa pela comunidade de escaladores. O guia agradece especialmente a Seu Erino e Dona Antônia pelo apoio histórico ao acesso e registra a contribuição de numerosos conquistadores, fotógrafos e voluntários.
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